Correio dos Campos

Arrecadação cresce mais de 8% em setembro e chega a R$ 105,6 bilhões

20 de outubro de 2017 às 09:59

A Receita Federal registrou uma arrecadação total de R$ 105,595 bilhões em setembro, o que representa um aumento real de 8,66% na comparação com o resultado no mesmo mês de 2016. Sem correção inflacionária, a receita em setembro teve aumento de 11,42% na comparação com mesmo mês de 2016.

Receitas administradas – Considerando somente as receitas administradas pela Receita, houve aumento de 8,68% em termos reais em setembro, ante o mesmo mês de 2016, para R$ 103,890 bilhões. Em termos nominais, a variação foi positiva 11,44%.

Demais – Por outro lado, as demais receitas federais apresentaram uma alta real de 7,52% em setembro ante mesmo período de 2016, somando R$ 1,704 bilhão. Em termos nominais, o aumento nominal foi de 10,25%.

Janeiro a setembro – No acumulado do ano, a arrecadação total somou R$ 968,334 bilhões. O número representa um aumento real de 2,44% na comparação com o mesmo período do ano passado. Sem considerar o efeito da inflação, a elevação foi de 6,26%.

Aumento – As receitas administradas somaram R$ 941,763 bilhões no período de janeiro a setembro – um aumento, em termos reais, de 1,62% ante o mesmo período do ano passado. Em termos nominais, o aumento foi de 5,42%.

Receita própria e de outros órgãos – Já a receita própria de outros órgãos federais foi de R$ 26,571 bilhões nos nove meses do ano, uma variação real positiva de 43,47% e nominal de 48,64% ante o mesmo período de 2016.

Refis – A arrecadação do governo com o Refis neste ano já chegou a R$ 10,99 bilhões, segundo a Receita Federal. Desse total, R$ 7,04 bilhões referem-se aos dois programas de parcelamentos que ocorreram neste ano com a Receita Federal e o restante, R$ 3,95 bilhões, refere-se aos parcelamentos com a PGFN, relativos à dívida ativa da União.

Última versão – A última versão do Refis foi aprovada no início do mês e está valendo até o último dia de outubro. O governo avalia os possíveis vetos à medida, apesar das resistências de parlamentares.

Desonerações – As desonerações tributárias tiraram R$ 7,035 bilhões da arrecadação de tributos federais em setembro. O montante é R$ 569 milhões menor do que o apurado um ano antes (considerando preços correntes).

Folha salarial – Somente a desoneração da folha salarial respondeu por R$ 1,207 bilhão a menos na arrecadação de tributos do mês passado. Em setembro de 2016, essa política levou ao não recolhimento de R$ 1,211 bilhão (preços correntes).

Tributárias – No acumulado de janeiro a setembro, o governo abriu mão de R$ 63,318 bilhões em função das desonerações tributárias. No mesmo período de 2016, os benefícios custaram R$ 68,310 bilhões. Há, portanto, uma queda de R$ 4,992 bilhões no montante de desonerações tributárias neste ano na comparação com um ano antes – considerando preços correntes.

Valor – Só a desoneração da folha salarial respondeu por R$ 10,864 bilhões em desonerações na arrecadação no acumulado deste ano ante R$ 10,898 bilhões do mesmo período de 2016. (Valor Econômico/Ocepar)